
Regina José Galindo (Cidade da Guatemala, 1974) é uma artista e poeta que utiliza seu próprio corpo para expor as violências impostas pelas estruturas de poder nas sociedades contemporâneas. Nascida durante a guerra civil na Guatemala (1954-96), conflito que dizimou e causou o desaparecimento de milhares de guatemaltecos, a artista tem sua produção atravessada por preocupações políticas e éticas derivadas desse contexto histórico. Uma pioneira da performance na América Latina, seus trabalhos tensionam os limites físicos de seu corpo e do público para denunciar abusos aos direitos humanos e desigualdades de gênero.
No vídeo Deportada (Todo lo que perdí) [Tudo o que perdi] (2024), Galindo fica de pé, imóvel, em meio aos objetos pessoais de Cristina Cazales Pacheco, mexicana deportada de Nova York para seu país. Vestida com múltiplas camadas de roupas que pertenceram a Cristina, a artista tem essas peças retiradas gradualmente de seu corpo pelo público, em um procedimento que evidencia o apagamento de sua existência por uma sociedade que normaliza as consequências dos deslocamentos forçados, ou mesmo participa dessa destituição física e simbólica. Em um segundo canal, Cristina narra sua história e a angústia causada pela imposição de uma fronteira entre ela, sua família e seus desejos. Galindo já havia tratado da imigração latino-americana para os Estados Unidos em obras anteriores e, neste trabalho recente, evidencia a persistência e a atualidade das violências que permeiam a questão, reforçando a importância de assegurar rosto, voz e presença às suas vítimas.
Sala de Vídeo: Regina José Galindo é curada por Bruna Fernanda, assistente curatorial, MASP.
A exposição integra o ano dedicado às Histórias latino-americanas, que também inclui mostras individuais de Carolina Caycedo, Claudia Alarcón & Silät, Colectivo Acciones de Arte, Damián Ortega, Jesús Soto, La Chola Poblete, Manuel Herreros de Lemos e Mateo Manaure Arilla, Pablo Delano, Rosa Elena Curruchich, Sandra Gamarra Heshiki, Santiago Yahuarcani e Sol Calero, além da coletiva Histórias latino-americanas, bem como mostras na Sala de Vídeo de Clara Ianni, Claudia Martínez Garay, Edgar Calel e Oscar Muñoz.
As paredes da exposição Sala de Vídeo:Regina José Galindo foram pintadas com as cores Disco de Vinil Acrílico Fosco Decora Matte, Branco Neve Fosco Decora Matte e Cinza Tecnológico Fosco Decora Matte da Tintas Coral, uma marca da AkzoNobel.

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, mediante solicitação pelo e-mail acessibilidade@masp.org.br; textos e legendas em fonte ampliada e conteúdos audiovisuais com audiodescrição, legendagem e interpretação em Libras. Todos os materiais ficam disponíveis no site e canal do Youtube do museu e podem ser utilizados por pessoas com ou sem deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessadas, seja em visitas espontâneas ou acompanhadas pela equipe MASP.
Visitas acessíveis
Pessoas com deficiência podem fazer uma visita acompanhada pela equipe MASP.
Solicitação via e-mail: acessibilidade@masp.org.br.
Cadernos com textos e legendas em fonte ampliada
Os cadernos acessíveis contêm todos os textos e legendas das exposições, em fonte ampliada, além de instruções sobre as salas de exposição, disposição das obras, fluxos e circulação, e breve descrição do espaço. Os cadernos físicos ficam disponíveis para uso durante a visita e a versão digital, em PDF, pode ser acessada via QR code. Com leitor de tela, é possível ouvir todo o conteúdo textual das mostras.
