Cerâmica marajoara no MASP: diálogos e práticas vivas

28.3.2026 | SÁBADO 11H – 12H30

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COM CRISTIANA BARRETO, MARIANA SILVA E RONALDO GUEDES

LIVE PELO  YOUTUBE @MASPMUSEU

A arte marajoara, preservada em cerâmicas encontradas na Ilha do Marajó, no estado do Pará, constitui um dos mais expressivos legados arqueológicos das antigas populações da Amazônia. Seu período de produção estende-se aproximadamente entre os anos 400 e 1300 da nossa era. Ao longo desse intervalo, observam-se características formais diversas, que têm em comum, no entanto, a policromia e os grafismos geométricos e figurativos, presentes em urnas funerárias, estatuetas, tigelas, vasos e tangas cerimoniais.

Nesta roda de conversa, dois objetos marajoaras pertencentes à coleção do comodato MASP Landmann são o centro de um diálogo entre especialistas convidados e o público, com mediação da pesquisadora Mariana Silva. A partir dessas peças, as pessoas presentes elaboram questões e articulam relações que as atravessam, sejam elas em perspectiva histórica ou relacionadas às práticas contemporâneas de cerâmica.

Esta conversa faz parte da pesquisa de Mariana Silva, contemplada pelo programa MASP Pesquisa em 2025. O projeto se dedica às cerâmicas marajoaras do comodato MASP Landmann.

Esta roda de conversa será realizada online, transmitida pelo canal do MASP no YouTube com interpretação em Libras.

Convidados

Mariana Silva

Mariana Silva é artista, pesquisadora, educadora e ceramista. Sua pesquisa considera os modos de vida dos povos tradicionais como ponto de partida para discutir a existência dos objetos e das práticas artesãs. É doutoranda na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, estudando relações entre comunidades ceramistas, arte e educação. Contemplada pelo programa MASP Pesquisa, desenvolve seu trabalho sobre a coleção marajoara do Comodato MASP Landmann.

Ronaldo Guedes

Ronaldo Guedes é artista marajoara, mestre ceramista e pesquisador da cerâmica marajoara, com mais de 20 anos de dedicação à preservação, valorização e difusão da cultura da Ilha do Marajó. Natural de Soure (PA), é fundador e uma das principais lideranças do coletivo de ceramistas Arte Mangue Marajó, atuando na formação de novos artistas, na transmissão de saberes tradicionais e no fortalecimento da identidade cultural do território. Seu trabalho estabelece pontes entre a arte ancestral marajoara e a contemporaneidade, criando peças autorais em barro que dialogam com a memória, a ancestralidade e as tradições locais, reafirmando o Marajó como território vivo de criação cultural.

Cristiana Barreto

Cristiana Barreto é graduada em História, com mestrado em Antropologia Social e doutorado e pós-doutorado em Arqueologia pela Universidade de São Paulo, tendo cursado também a pós-graduação em Antropologia na Universidade de Pittsburgh (EUA). É professora colaboradora do Programa de Pós-graduação em Diversidade Sociocultural do Museu Goeldi. Suas pesquisas focam nas cerâmicas arqueológicas da Amazônia e suas iconografias em interface com a Antropologia da Arte. Atua também na área de produção e gestão cultural em projetos voltados para a valorização e socialização do patrimônio histórico, cultural e artístico do Brasil, especialmente na edição de livros e curadoria de exposições. Atualmente é uma das coordenadoras do projeto “Amazônia Revelada” que procura mapear a herança arqueológica da região em larga escala, de forma a produzir uma nova camada de proteção para a Amazônia. Atua também como representante da Sociedade de Arqueologia Brasileira (gestão 2026/28) no Conselho Consultivo do IPHAN.

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